Fisioterapia Ambulatorial

Medo e Suas Definições

Apesar de necessário, o medo pode se tornar um problema se extrapolar os limites e começar a atingir a qualidade de vida. Segundo Denise, a partir do momento em que ele impede o indivíduo de fazer coisas comuns do dia a dia, como deixar de viajar, por ter medo de altura, ou deixar de sair de casa, por temer alguma violência, é preciso intervir e buscar ajuda.

Aquele que não tem medo, mesmo que lá no íntimo, atire a primeira pedra! Esta afirmativa se dá por sermos seres humanos, passíveis desses sentimentos e emoções, existe uma infinidade de fatores desencadeantes do medo, que podem acometer pessoas em todas as faixas etárias, podem ser passageiros, assim como tornar-se psicopatológicos.

O que é medo? Quais os sinais e sintomas do medo? O medo é patológico? O medo significa a mesma coisa que fobia? O que pode estar por detrás das fobias? Partindo deste princípio, o medo é “caracterizado por referir-se a um objeto mais ou menos preciso”.

Segundo Dalgalarrondo (2006) apud Mira y López (1964), o medo se apresenta em escalas até a sua inativação, ou seja, ele vai paulatinamente tomando uma proporção até que o indivíduo tenha seus sentimentos e emoções estabilizados, dividindo-se em seis fases de acordo com o grau de extensão e imensidão, são eles:

  1. Prudência;
  2. Cautela;
  3. Alarme;
  4. Ansiedade;
  5. Pânico (medo intenso);
  6. Terror (medo intensíssimo).

O medo é uma alteração das emoções e dos sentimentos, também é fundamental para a nossa autopreservação. Já imaginou se não o tivéssemos? O que seríamos capazes de fazer? Atravessar uma rua sem temer a um possível acidente, pôr em risco a própria vida.

Segundo Dalgalarrondo (2006),O medo não é uma emoção patológica, mas algo universal dos animais superiores e do homem. O medo é um estado de progressiva insegurança e angústia, de impotência e invalidez crescentes, ante a impressão iminente de que sucederá algo que queríamos evitar e que progressivamente nos consideramos menos capazes de fazer. (DALGALARRONDO, 2006, p. 109)

Fobias

No que tange às fobias, pode-se dizer que são medos exacerbados, desproporcionais, limitantes e psicopatológicos. Um dos sinais é a própria esquiva do objeto fobígeno, o indivíduo evita falar e se aproximar, até mesmo mudar a rotina por conta desse medo, podendo ter sua vida pessoal e social comprometida e ameaçada, passando a sofrer por isso.

Agorafobia 

Medo de sair de casa, de entrar em lojas, multidões e lugares públicos ou de viajar sozinho em ônibus, trens e aviões. “Representa um dos mais incapacitantes transtornos fóbicos e alguns pacientes tornam-se confinados ao lar, são aterrorizados pelo pensamento de terem um colapso e serem deixados sem socorro ao público”.

Fobias Sociais

Medo de expor-se a outras pessoas em grupos, levando a evitação de situações sociais.

Fobias específicas

Medo de aproximar-se de determinados animais ou situações como por exemplo: medo de altura, baratas, trovão, escuridão, visão de sangue, exposição à doenças específicas.

Transtorno de pânico

Ataques recorrentes de ansiedade grave (pânico), os quais não estão restritos a qualquer situação ou conjunto de circunstâncias em particular e que são, portanto, imprevisíveis.

Em resumo

O medo está associado de alguma forma ao sofrimento e à angústia. É até hoje um sentimento comum a todo indivíduo. Tem suas representações e significados singulares e representa parte significativa das queixas em consultórios de psicólogos, psicanalistas e psiquiatras.

São várias as formas de fobia, dentre elas as mais comuns são: as simples e específicas, como medo de elevador, baratas, assombração, síndrome do pânico e etc.

Além do sofrimento psíquico vivenciado pelo indivíduo fóbico, junto com o medo e a fobia, vem o sofrimento físico, as reações orgânicas e fisiológicas alteradas por conta de um estado de forte emoção e angústia.

Iniciar um processo de análise e terapia para curar-se de medos incapacitantes demonstra ser a melhor alternativa para o equilíbrio da saúde física e mental. O medo e a fobia podem comprometer a capacidade de independência e autonomia do indivíduo que vivencia este estado.

No que tange às crendices populares sobre a temática do medo, temos a exemplo, inúmeras cantigas de ninar que fazem referência ao medo, ao amedrontar para conter, controlar, “educar”, como fora levantado em algumas obras lidas. Todas elas trazem conteúdos capazes de introjetar no inconsciente da criança, dependendo da fase de desenvolvimento humano, personagens monstruosos que farão ou não, parte do cotidiano das mesmas ao longo do processo de crescimento e amadurecimento até a fase adulta.

Vale ressaltar a necessidade de se rever alguns conceitos sobre o educar sem incutir o medo imaginário, assim como produzir cantigas e brincadeiras construtivas e educativas capazes de desenvolver criatividade e raciocínio.

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